10.6.10

Sistematização dos comentários do texto "Políticas educacionais: Considerações sobre o discurso genérico e a abstração da realidade



Este texto é sistematizador dos comentários das acadêmicas do 6° período do curso de Pedagogia da Faculdade Araguaia, postados no blog: mundodeprofessores.blogspot.com , para o trabalho de Eixo Temático respaldado pelas contribuições de Vitor Paro em especial no texto “ Políticas Educacionais”.
Algumas acadêmicas ressaltam o neoliberalismo e o descompasso presentes nas políticas educacionais em contraponto com a realidade no “chão da escola pública”. Apontam que a ideologia do neoliberalismo faz acreditar na ausência do Estado, mostrando a ineficiência do mesmo. Duas acadêmicas discutem o fato do Estado não ser mais o principal responsável pela educação pública. Com a privatização das empresas “adotam” escolas na perspectiva de “contribuir” com as mesmas, e assim além da visibilidade ficam isentos do pagamento de alguns impostos. Nesse processo, ressaltamos que é necessário ter cautela, para que essa “ajuda” não se transforme em poder, de modo que os empreendedores possam interferir na gestão da instituição escolar e consequentemente na autonomia da mesma.
No que diz respeito ao ensino superior, as acadêmicas destacam que esse, nos últimos anos este não foi a prioridade do Estado, já que a preocupação é com a erradicação do analfabetismo e com ensino fundamental. E na preocupação objetiva de igualar os índices do Brasil com países desenvolvidos que já conseguiram superar esse obstáculo há muitos anos.
Quanto á função da escola é muito discutido entre as acadêmicas sobre o fato de proporcionar uma formação menos abrangente e mais profissionalizante, de modo que a escola não está satisfazendo enquanto instituição socail, já que se “preocupa” em formar apenas mão- de- obra para o mercado de trabalho, não se atentando para a formação integral do indivíduo.

“Na condição de intelectual comprometido com a transformação social, o analista e idealizador de políticas educacionais tem o dever e a responsabilidade de contribuir com elementos teóricos que integrados numa nova concepção de mundo, voltada para a transformação para a desejada “reforma intelectual e moral”.
Isso não pode acontecer sem a busca intencional da ligação e prática e sem que a atividade teórica desenvolvida na academia se acerque da concretude da escola” .
(PARO 2001, p.138)

Sabe-se que as políticas públicas não tem preocupação com a educação. Por isso não há investimentos, uma ideologia de buscar soluções que atendam as necessidades da mesma.É necessário uma política comprometida com os interesses sociais que façam a diferença de transformar a atual realidade educacional. Mediante aos argumentos apresentados por Vitor Paro fica esclarecido que a educação de qualidade se constitui com investimentos, participação coletiva em prol da formação de seres críticos e capazes de atuar em seu contexto social e refletir em suas próprias ações.


Acadêmicas: Andréia Borges Vaz
Carolina Marinho Feitosa de Mesquita
Nádia Alves
Sheylla Pires Lima

9.6.10

Direção escolar e coordenação pedagógica: Práticas e vivências


Não há como falar de gestão ou direção sem a ação coletiva onde todos estejam envolvidos. Na cultura humana é necessário que os princípios de valores da democracia estejam presentes na vida diária da gestão da escola e também dos alunos, aprendendo como ser integrante da sociedade.
Para que isso aconteça deve haver coerência entre o discurso e a pratica e cabe à coordenação e à direção afirmarem o discurso através da mediação dos meios para se chegar ao fim: Uma educação de qualidade.
Nesse sentido, a imagem acima é sugestiva para questionamentos e reflexões oriundas do texto: “Direção escolar e coordenação pedagógica: prática e vivências”, de Vitor Paro.
Registre no campo comentário a sua opinião sobre esse texto e se há consonância deste com a gravura apresentada.



Ana Paula Mesquita
Leandra França
Luciene Araujo
Patrícia Neiva
Sara cândida.

8.6.10

O que é um blog?

Em foco - A gestão da educação ante as exigências de qualidade e produtividade da escola pública







Vitor Paro no texto “A Gestão da Educação ante as exigências de Qualidade e Produtividade da Escola Publica” afirma que é preciso indagar a respeito do que o Estado está oferecendo em prol da universalização da Educação básica, em contraposição à qualidade do ensino, tão questionada atualmente.


Assim questionamos: "O que é Educação de qualidade?"; "Qual é o produto da Escola?"
Esses questionamentos se aproximam da mensagem implícita na tira de Calvin. Diante da situação que nos encontramos, professoras em formação inicial, é pertinente indagar, em conformidade com os pressupostos de Paro e das colocações de Calvin:



A educação escolar pública tem atendido aos critérios de qualidade e produtividade? Argumente.

Faculdade Araguaia
6º período de Pedagogia
Acadêmicas: Claudia Mendes, Eunice Alves, Gleiciene Teixeira, Maria Aparecida Alves.




21.4.10

História do Eixo Temático




O Eixo temático desenvolvido pelo curso de Pedagogia no ano de 2010 tem o título Educação e Sociedade. E propõe demonstrar o contexto atual para a formação de professores.



Sub-tema: O contexto atual da formação de professores.

A Escola é chata?

Disciplina : Educação, Novas Tecnologias e Mídias
Profª Dayse Alvares




"Sabemos que as garras do capitalismo sufocam o único mecanismo de transformação desse sistema opressor, que é a educação. Tudo esta reduzido a uma relação econômica, a cifras, bens..." ( Claúdia Almeida)

A Atuação Da Gestão No Tratamento Do Lixo Na Escola

Profª Ms. Daniela Lôbo, Aline de Fátima Salles
Disciplina: Teoria, Métodos e Práticas de Ciências;Pesquisa Prática Pedagogia V



Relatos fotográficos de visita em uma Escola Pública de Goiânia. Para manter a integridade da Instituição será mantido sigilo de identidade.


Na escola pública visitada embora existam vários recipientes para coleta de lixo pelo pátio. Não há lixeiras para coleta seletiva de lixo.




A promoção de saúde pouco é aplicada na vivência prática dos alunos. Sendo assim ao observar uma sala no final da aula foi detectado muito lixo espalhado no chão e uma lixeira que não foi utilizada pelos alunos.




As acadêmicas do curso de pedagogia não tiveram acesso ao Projeto Político Pedagógico da Escola e assim, não souberam afirmar, se há um projeto em desenvolvimento sobre o cuidado com o lixo na escola.


Escritos Sobre a Educação: A Gestão em Debate

Profª Valdirene Alves
Disciplina: Administração Escolar
Texto: Politicas educacionais; considerações sobre o discurso genérico e abstração da realidade.
Resumo do livro.

O texto em estudo aponta para o descompasso entre as políticas educacionais e a realidade no "chão da escola". Os tópicos abaixo apresentam alguns elementos que ilustram algumas das ações oriundas de uma política educacional que tem como alicerce a lógica neoliberal.´
Escolha um dos itens abaixo e redija um comentário, pertinente com a discussão de Vitor Paro, contemplando até que ponto tais ações aumentam o fosso entre a política educacional em curso e as necessidades da escola pública brasileira. Lembre-se que os itens abaixo ilustram o teor de algumas políticas educacionais em curso, ao passo que a realidade da educação brasileira sinaliza necessitar de outros encaminhamentos.
Registre seu texto no campo de comentário.

1- Menos recursos, por dois motivos principais: a) diminuição da arrecadação (através de isenções, incentivos, sonegação...); b) não aplicação dos recursos e descumprimento de leis;
2- Prioridade no Ensino Fundamental, como responsabilidade dos Estados e Municípios (a Educação Infantil é delegada aos municípios);
3 - O rápido e barato é apresentado como critério de eficiência;
4 - Formação menos abrangente e mais profissionalizante;
5 – A maior marca da subordinação profissionalizante é a reforma do ensino médio e profissionalizante;
6- Privatização do ensino;
7- Municipalização e “escolarização” do ensino, com o Estado repassando adiante sua responsabilidade (os custos são repassados às prefeituras e às próprias escolas);
8- Aceleraração da aprovação para desocupar vagas, tendo o agravante da menor qualidade;
9- Aumento de matrículas, como jogo de marketing (são feitas apenas mais inscrições, pois não há estrutura efetiva para novas vagas);
10- A sociedade civil deve adotar os “órfãos” do Estado (por exemplo, o programa “Amigos da Escola”). Se as pessoas não tiverem acesso à escola a culpa é colocada na sociedade que “não se organizou”, isentando, assim, o governo de sua responsabilidade com a educação;
11- O Ensino Médio dividido entre educação regular e profissionalizante, com a tendência de priorizar este último: “mais ‘mão-de-obra’ e menos consciência crítica”;.
12- A autonomia é apenas administrativa. As avaliações, livros didáticos, currículos, programas, conteúdos, cursos de formação, critérios de “controle” e fiscalização, continuam dirigidos e centralizados. Mas, no que se refere à parte financeira (como infra-estrutura, merenda, transporte), passa a ser descentralizada;
13- Produtividade e eficiência empresarial (máximo resultado com o menor custo): não interessa o conhecimento crítico;
14- Nova linguagem, com a utilização de termos neoliberais na educação;
15 - Modismo da qualidade total (no estilo das empresas privadas) na escola pública, a partir de 1980;
16- Os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) são ambíguos (possuem 2 visões contraditórias), pois se, por um lado, aparece uma preocupação com as questões sociais, com a presença dos temas transversais como proposta pedagógica e a participação de intelectuais progressistas, por outro, há todo um caráter de adequação ao sistema de qualidade total e a retirada do Estado. É importante recordar que os PCNs surgiram já no início do 1º. mandato de FHC, quando foi reunido um grupo de intelectuais da Espanha, Chile, Argentina, Bolívia e outros países que já tinham realizado suas reformas neoliberais, para iniciar esse processo no Brasil. A parte considerada progressista não funciona, já que a proposta não vem acompanhada de políticas que assegurem sua efetiva implantação, ficando na dependência das instâncias da sociedade civil e dos próprios professores.
17- Mudança do termo “igualdade social” para “eqüidade social”, ou seja, não há mais a preocupação com a igualdade como direito de todos, mas somente a “amenização” da desigualdade;
18 - Privatização das Universidades;
19 – Nova LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) determinando as competências da federação, transferindo responsabilidades aos Estados e Municípios;
20 - Parcerias com a sociedade civil (empresas privadas e organizações sociais).

TMP de Lingua Portuguesa

Profª Sônia

OTP E Planejamento


Profª Alessandra

A figura acima é de TONUCCI, FRANCESCO (1997), Grande máquina escolar. Mediante a leitura de PARO, Vitor Henrique. Escritos Sobre Educação. Xamã. São Paulo, 2001, registrem no campo de comentários a análise da imagem apresentada.